quinta-feira, 31 de março de 2011

A honestidade ainda existe em São Paulo

Isso mesmo, eu realmente escrevi que a honestidade ainda existe nessa cidade que nunca para.

Bom, para aqueles que estão se perguntando, como ? Aonde ? Que jeito ? Ta louco ? É mentira né ?...Pois então, não fique em choque, eu vou lhes contar sobre o que aconteceu.....

Era um lindo dia de verão, estava eu chegando no meu apartamento, paro diante da porta e ponho a mão no meu bolso. É ai quando meu corpo gela e um grito de agonia ecoa em minha cabeça, "PERDI A CHAVE !" pensei. Bom, depois de alguns segundos eu me recupero, até lembrar que na chave, havia um chaveiro aonde estava escrito o endereço do apartamento e o numero do mesmo, e levando em consideração que mesmo com os seguranças no prédio, qualquer um podia entrar no edifício, gelei mais ainda.

Mas gelar não ia ser o suficiente para reaver a chave, logo me acalmei e comecei a pensar aonde a chave poderia estar, se tivesse caído, aonde será que estava. Como não lembrava um lugar para aonde a chave podia ter ido, tive a brilhante ideia de refazer meus passos até o shopping Bourbon.

-Capítulo 1- O role no Shopping.
Bom, chegando na frente do shopping, faço o caminho inverso ao que eu fiz quando fui embora. Desde o ponto de ônibus, passando pela frente do Palestra e enfim chegando a frente do shopping olhando para o chão e nada da chave. Ok, não estava por ali, logo começo a procurar pelo chão, segui até a praça de alimentação procurando e nada, as pessoas estranharam o fato de eu estar andando olhando para o chão o tempo todo, mas, nada da chave. Ao chegar na praça de alimentação, procuro por uma daquelas simpáticas senhoras que limpam as mesas e perguntei sobre a chave, ela logo me leva ao "achados e perdidos" nas entranhas do Bourbon, mas nada, não havia nenhuma chave por lá. "Péssimo" pensei, mas não tinha mais o que fazer, voltei para casa de cabeça baixa...

-Capítulo 2- A volta pra casa.
Depois de sair do Bourbon, passar pelo Palestra e chegar no ponto de ônibus (olhando para o chão), me dou por vencido. Entro no busão pensando, eu teria que esperar umas 5 horas até o Júnior(o cara que divide o apartamento comigo) chegar, ia ser entediante ficar esperando esse tempo todo.Chegando no prédio, faço a última tentativa, pergunto na portaria se há uma chave reserva, infelizmente, não havia. Minhas esperanças estavam quase acabando, quando recebo uma mensagem no cel, talvez a mais importante que eu já recebi, era o Júnior, dizendo que uma mulher tinha encontrado a minha chave. Peguei o endereço com ele e fui até la buscar minha chave, quase fui correndo de tanta alegria e alivio...

-Capítulo 3- Gran Finale.
Peguei o ônibus, quase acelerei o motorista para ir mais rápido. Desci no ponto errado devido a euforia. Andei um bom pedaço, mas valeu a pena. Cheguei no edifício em que ela estava, era um prédio comercial próximo ao shopping. Me encontrei com ela, peguei a chave, quase dei um abraço nela, mas por motivos óbvios não o fiz. Agradeci muito, ela tinha dito que achou minha chave na calçada, então ela viu que tinha o numero da imobiliária no chaveiro. Ela ligou na imobiliária, o pessoal de lá passou o numero do Júnior, ela ligou para ele e ele me deu a notícia. Agradeci ela novamente pelo esforço. Voltei para casa, como se fosse um cachorro indo para seu primeiro lar, feliz da vida.

Moral da História: Ainda existem pessoas boas e honestas escondidas nesta floresta de prédios. O importante é saber encontrá-las.

Moral da História 2: Fazer o bem, sempre é fazer a coisa mais difícil e trabalhosa. Mas, depois de tanto esforço, a gratidão e um sorriso são o suficiente para repor toda a energia gasta na boa ação.

Não me lembro do nome da mulher, mas gostaria muito de lembrar, porque ela é um exemplo que ainda existem pessoas boas e honestas nessa cidade. Ela poderia muito bem ter ignorado a chave na calçada, ou ainda podia ter jogado ela no lixo só de sacanagem, mas não, se esforçou para encontrar o dono, se esforçou para fazer a coisa certa. Sou e sempre serei eternamente grato a ela !

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